MNEMÔNICA
Uma coisa é mesmo certa
e eu sei que sempre existe:
quão mais a saudade aperta,
mais a esperança persiste;
As dores que o amor acarreta,
pouca gente que sente, resiste,
quem é forte continua na reta,
quem é fraco logo desiste.
Passarinho vendo a porta aberta,
dispensa qualquer alpiste,
liberdade e razão concreta,
eu não sei em que consiste.
Sei apenas que minha meta,
é nesta dor dar um despiste,
pois quando ela desperta,
torno-me o sujeito mais triste.
Creio ser este um sinal de alerta,
para quem lê, ouve ou assiste,
mas por se tratar de falso poeta,
jamais atingirá seu limite.

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